Medicina hiperbárica é solução para feridas



O nome é um tanto complicado, "medicina hiperbárica", mas o tratamento, que consiste em algo muito simples, que é respirar oxigênio puro, ajuda na cura de ferimentos graves, inclusive aqueles que estão abertos há anos. O tratamento de oxigenoterapia hiperbárica, que é realizado em Sorocaba há nove anos -- inclusive por meio de convênios, para alguns casos específicos --, potencializa a vascularização dos tecidos e a ação de antibióticos, acelerando a cicatrização de lesões e evitando amputar membros. A terapia é indicada para tratar diversas doenças, que vão desde feridas com necroses, como nos pés de pessoas com diabetes, ou aquelas causadas por picada de animal peçonhento, por efeito colateral da radioterapia, passando ainda por infecções, como a síndrome de Fournier (na região genital), osteomielite (nos ossos), tromboses oculares, queimaduras, entre muitas outras. De acordo com os médicos hiperbaristas Daniela Flores, que também é pediatra, e Camilo Matias Saraiva, que ainda é radio-oncologista, ambos da clínica Oxicenter, que tem unidades em Sorocaba e Itu, o ar que respiramos possui cerca de 20% de oxigênio, na pressão ambiente (que gira em torno de 1 atm), e o tratamento consiste em respirar oxigênio concentrado a 100%, em uma câmara especial e pressurizada a cerca de 3 atm. Os especialistas explicam que, nessas condições, a concentração de oxigênio aumenta na corrente sanguínea, potencializando a vascularização dos tecidos comprometidos e a ação de antibióticos, acelerando a cicatrização de lesões ou feridas e evitando amputações. Entre os mais de 40 mil tratamentos que a dupla já realizou, um dos casos que chamou a atenção foi de uma pessoa que estava há 17 anos com uma ferida aberta nos pés e em três meses de tratamento a ferida cicatrizou. "Esse paciente tinha diabetes e a doença faz com que a pessoa perca aos poucos a sensibilidade no pé. Por exemplo, pode acontecer da pessoa estar com uma pedra no sapato, não perceber nenhum incômodo e ficar com os pés machucados", afirma Camilo. Aplicações mais recentes incluem o tratamento da chamada doença descompressiva em mergulhadores e de lesões musculares em atletas. Uma lesão que levaria um mês para ser totalmente recuperada, pode ser tratada em dez dias. Camilo cita alguns exemplos de esportistas que utilizam ou já utilizaram o recurso, como o nadador estadunidense Michael Phelps, que fez sessões durante a preparação para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres; e o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo. O tempo total do tratamento dura, em média, de 30 a 60 sessões. Em cada uma delas o paciente fica em torno de 1h ou 1h30 em uma câmara, que é equipada com multimídia, além de interfone para conversar com o médico ou enfermeiro. "Nesse período o paciente pode assistir TV, ouvir música ou descansar. O tratamento não causa nenhum tipo de desconforto", ressaltam os médicos.

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