Oxigenoterapia hiperbárica trata doenças vasculares

A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento realizado por meio da inalação de oxigênio 100% puro. A técnica ficou mundialmente conhecida depois de ser divulgada como hábito do cantor Michael Jackson. Ela faz parte de uma medicina recente, regulada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


O que é a oxigenoterapia hiperbárica


A oxigenoterapia é um ramo da medicina hiperbárica, uma ciência recente que estuda as mudanças que acontecem nos organismos de pessoas submetidas a ambientes de alta pressão. A teoria que sustenta o tratamento é de que respirar oxigênio puro pode ajudar a curar doenças e acicatrizar feridas mais rapidamente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica, essa é a área de atuação médica dedicada aos aspectos fisiopatológicos do mergulho e do trabalho em ambientes pressurizados. Os tratamentos são aplicados dentro de uma câmara preenchida de oxigênio puro. MichaelJackson, por exemplo, dormia em um desses equipamentos.


Durante as sessões de oxigenoterapia hiperbárica, a quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos do organismo é aumentada entre dez e 20 vezes. A ciência aposta que, com isso, seja possível tratar patologias em que a falta de oxigênio nos tecidos seja o problema principal. É o caso de úlceras, feridos e outros quadros de comprometimento vascular.

A terapia tem ação cicatrizante e antibiótica, além de estimular a formação de colágeno, a neoformação vascular e a diminuição de edemas e sequelas. Cirurgias gerais e do sistema gástrico, traumas, infecções, feridas, doenças vasculares, problemas ortopédicos, cirurgias plásticas e lesões actínicas são algumas das áreas tratadas com o oxigênio.

As doenças e acidentes específicos do mergulho constituem, segundo a SBMH, uma das vertentes mais importantes da oxigenoterapia. Barotraumas como narcose por N², intoxicações por gases artificiais, hipotermia, síndrome do apagamento, embolia traumática pelo ar e doenças descompressivas são especialidades da técnica.


Segurança ao usar a técnica


É importante lembrar que, assim como qualquer outro tipo de tratamento, a oxigenoterapia hiperbárica só deve ser feita a partir da prescrição médica. Se houver encaminhamento de um profissional, o paciente deve procurar uma clínica especializada, a fim de avaliar qual a duração indicada para o processo.

O tratamento consiste em sessões que duram cerca de duas horas e que ocorrem quantas vezes forem necessárias até a solução do problema. Pessoas com situações não tratadas na região do pneumotórax, que fizeram uso de Bleomicina no passado ou que utilizam substâncias como Sulfamilon, Adriamicina, Cisplatina e Dissulfiram têm contraindicação para o procedimento.

No Brasil, segundo a SBMH, existem 96 clínicas de serviço de oxigenoterapia hiperbárica atuantes. A entidade indica que os pacientes interessados procurem os espaços que possuem o selo de qualidade da Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Esses locais têm estrutura organizacional e de segurança atestadas pelas autoridades.

É preciso cuidado também com o tipo de câmara hiperbárica em que se realizará o tratamento. As portáteis, por exemplo, só podem ser utilizadas para resgate em altitude, conforme as diretrizes estabelecidas no VI Fórum de Segurança, Qualidade e Ética em Medicina Hiperbárica.


Fonte: http://vivomaissaudavel.com.br




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