Medicina hiperbárica traz novas possibilidades para o tratamento de doenças e feridas



O 1º Encontro de Medicina Hiperbárica de Umuarama reuniu diversos profissionais de saúde.

A médica infectologista Deborah Kantor (CRM 17.508 – RQE 2436) fez uma abordagem preliminar para sobre oxigenoterapia, um ramo já bastante conhecido da medicina, cujo emprego tem aumentado, devido a sua eficiência e rapidez nos resultados.

Segundo ela, na Medicina Hiperbárica o paciente é colocado no interior de uma câmara hiperbárica onde respira oxigênio puro (100%), sob pressão, duas a três vezes maior que a pressão atmosférica ao nível do mar.

A especialista palestrou sobre os mecanismos de ação da medicina hiperbárica e suas indicações e apresentou novas evidências científicas que ampliam seu uso. A oxigenioterapia hiperbárica é indicada no tratamento de doenças descompressivas (relacionadas ao mergulho) e, atualmente tem sido largamente empregada no tratamento de feridas complexas e osteomielites.

Deiscências e complicações de cirurgias, doenças arteriais obstrutivas e vasculites, osteomielites (infecções nos ossos), queimaduras, lesões actínicas (complicação que aparece depois de tratamento com radioterapia), infecções ósseas e enxertos odontológicos. A doutora Deborah também apresentou estudos mostrando a eficácia do tratamento hiperbárico em doenças como a fibromialgia e o autismo.

A oxigenoterapia promove um aumento na ordem de 20 vezes a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue produzindo uma série de efeitos terapêuticos.

“Combate infecções bacterianas e por fungos, compensa a deficiência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sanguíneos ou destruição dos mesmos, como acontece em casos de esmagamentos e amputações de braços e pernas, acelerando a cicatrização de feridas crônicas e agudas. Também neutraliza substâncias tóxicas e toxinas, potencializa a ação de alguns antibióticos, tornando-os mais eficientes no combate às infecções e ativa células relacionadas com a cicatrização”, explica.

“As contraindicações são poucas e os pacientes devem ser avaliados individualmente, observando-se os riscos e os benefícios do tratamento antes de indica-lo”, disse a médica.

Após a palestra da doutora Deborah, o enfermeiro estomaterapeuta Rafael Martins abordou o tema “Coberturas especiais para feridas complexas” e explanou sobre a correta avaliação do leito de uma ferida e indicações de tratamento.

Fonte: http://www.obemdito.com.br

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